Matemática da Vida

Aprendi que a “Matemática da Vida” se difere e muito da que se aprende nas escolas.

Pense comigo:

Quando se divide um sorriso, na verdade se multiplica a coragem no outro e pelo outro. Quando se subtrai uma perda, adiciona-se uma vitória logo após. Que nem sempre toda soma leva a um total satisfatório. Que ao multiplicar muito corre o risco de não poder usufruir dos frutos. Que a fração do tempo não se compara à eternidade que se é esperada. Que os intervalos que damos a nós mesmos nos levam a um crescimento pessoal. Que não existe somente a regra de três, mais a de uma multidão. Que somos matrizes únicas no universo gigantesco.

Que grandezas proporcionais devem sempre ser diretas e nunca inversas. Que áreas são espaços limitados para cercar os homens. Que escala é a razão de se estar indo rumo a um porto seguro. Que o elemento neutro não reage pelas injustiças que ele mesmo comete em sua vida. Que tangente é a saída mais fácil e simplória da omissão. Que sete é o número da perfeição e não a conta do mentiroso. Que não há problema sem solução. Que nem sempre a medida é igual para todos. Que porcentagem é a estatística para deixar o povo sem metas. Que juros se espalham como vírus trazendo miséria e enriquecendo a um tanto considerável. Que a união é ainda pouca para se formar um grande conjunto. Que mesmo um zero à esquerda sem vírgula tem um grande valor significativo quando se olha o todo.

Que interseção é orar com ação. Que ponto é onde se quer chegar, que reta é de onde se partiu e que plano é o recurso usado se algo não der certo. Que derivadas são suposições e incertezas. Que chaves abrem portas, portões e cadeados; que colchetes são apenas fugas isoladas da realidade. Que há ainda uma certa quantidade de números pares fazendo a diferença ímpar. Que determinantes são resultados de conquistas realizadas. Que negativo não é oposto ao positivo, mas oposto a si mesmo. Que um mais um, não é dois, é um com todos e para todos. Que mesmo o volume também é vazio e causa solidão. Que capacidade é um reservatório para despejar ideais dos quais todos poderão ter acesso.

Que coordenada é o passo que se dá no momento decisivo. Que algarismos mostram quantidades de seres de todas as espécies na Terra, porém não mostram corações dispostos a mudar o rumo da história através do amor. Que sinais e regras às vezes, são ignorados pelos mais fortes que aniquilam os mais fracos. Que não há limites quando o objetivo é alcançar o infinito. Que paralelas podem muitas vezes se cruzar, basta olhar o vizinho que mora na rua acima da sua. Que parábolas salvam vidas como as de Jesus. Que vértice é para onde tudo se converge. Que horas, às vezes nos fazem escravos do tempo. Que Alfa e Ômega não são simplesmente letras de um alfabeto grego, mas é Deus em seu poder supremo. Que x e y não são termos desconhecidos, mas sim a gênesis da vida – os cromossomos. Que ao se inverter um sinal talvez amanhã não haja mais história. Que romanos, hindus, árabes são todos iguais.

Na Matemática da Vida é reprovado somente quem quiser, o problema é que muitos estão querendo, e com isso a igualdade tão sonhada fica à deriva. Mas sempre haverá um barco no fim para resgatar àqueles que queiram recomeçar. Não fique de fora da grande Arquitetura de Deus.

Vania Maria de Melo Morais,
Lagoa da Prata – MG – por correio eletrônico